ALASKAN MALAMUTE
O império das
emoções
Origens
O
Alaskan Malamute deve o seu nome a uma tribo de Inuits chamada Mahlemiut. Esta tribo vivia
no Alaska, numa região apelidada de Kotzebue Sound, compreendida entre os rios Kobuk e
Noatak, vivendo, essencialmente da pesca e da caça. As existências do cão e do Homem
interpenetravam-se completamente. Os Mahlemiut tinham muito orgulho dos seus cães,
famosos pela sua beleza e pelas suas características de força e resistência, possuindo
condições únicas para a caça e o transporte e arrasto de cargas. Ter cães com estas
características era vital. Os Inuits necessitavam de realizar grandes deslocações e
migrações, nas mudanças de Estação, o que obrigava ao transporte de grandes cargas.
Por outro lado, a comida nesta região era escassa, o que não permitia a existência de
muitos cães. Por estas razões o Mahlemiut só podia ter um cão forte, robusto, capaz de
arrastar grandes cargas, sem muito esforço. Para manterem e melhorarem os seus cães, ou
seja, conseguirem uma raça forte, selvagem, com instinto de matilha, os Mahlemiut
deixavam que as suas cadelas em cio fossem fecundadas pelos lobos árcticos. Mas se estas
características eram fundamentais, o cão para desenvolver o papel que lhe cabia, na
organização social, tinha, também, de ser dócil e controlável. Estes atributos só
podiam ser gerados pela qualidade da relação do homem com o cão. Diz-se, inclusive, que
nas noites frias, onde a temperatura chegava a atingir 60 graus negativos, os membros
desta tribo dormiam encostados a vários exemplares desta raça, resistindo, assim, a
essas condições adversas. |
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Três linhas de sangue
estruturaram o desenvolvimento do Alaskan Malamute: a Kotzebue, a M`Loot e a Hinmann. As
duas primeiras foram as mais importantes do ponto de vista quantitativo, não deixando no
entanto de ser de realçar a influência qualitativa da última no desenvolvimento da
raça.
A raça foi reconhecida pelo American Kennel Club (AKC) em 1935.
Os
primeiros exemplares da raça Malamute inscritos no AKC pertenciam à linha Kotzebue. Esta
inscrição permitiu a identificação de um conjunto de exemplares com características
semelhantes, viabilizando-se, assim, o estudo do estalão e a criação de um grupo de
referência para o reconhecimento da raça. |
O esforço do AKC de incentivar o registo
de exemplares permitiu a inscrição de alguns cães e o desenvolvimento da criação e
selecção da raça, mas, constatou-se, posteriormente, no fim da Segunda Guerra Mundial,
que existiam muito poucos Malamutes registados no livro oficial.
Para ultrapassar esta situação o AKC voltou a permitir inscrições, agora sujeitas à
observância mais rigorosa de critérios de conformidade com a raça. Só puderam ser
registados os exemplares que conseguiram dez pontos, ou seja, a pontuação necessária
para se obter o titulo de campeão de beleza.
Foi
neste segundo período que se registou um afluxo de exemplares da linha M`Loot ou
M`Loot/Hinmann. A linha M`Loot caracterizava-se, em geral e quando comparada com a linha
Kotzebue, por exemplares de grande tamanho, de cabeça estreita, focinho afiado, orelhas
largas e de inserção mais alta, tórax estreito, patas traseiras pouco anguladas e uma
postura, em movimento, mais rígida e em forma de salto. |
O Malamute, ao longo dos tempos,
desempenhou diversas funções, exigidas pela sua integração na sociedade e pelo seu
relacionamento com o homem. Entre elas destacam-se: cão de trenó, caçador de caribus,
ursos e focas, acompanhando e interagindo, entre outros, com caçadores e pescadores,
pesquisadores de ouro, exploradores e, desde o início do século XX, amantes das corridas
de cães de trenó.
Independentemente das sucessivas tarefas que foram atribuídas ao Alaskan Malamute, este
foi sempre confrontado com um clima agreste e com duras condições de existência o que,
como é evidente, configuraram as características físicas e de carácter que identificam
e distinguem o Malamute de outras raças, inclusive nórdicas, como o Siberian Husky e o
Samoiedo.
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Gripp of Yukon O primeiro malamute registado |
Glacier´s Stormkloud O malamute mais famoso de sempre |