Saúde e o Alaskan Malamute

O Alaskan Malamute é uma " raça natural ". A rigorosa selecção natural deixou a raça relativamente livre de um grande número de doenças genéticas e hereditárias. Porém, há alguns problemas genéticos que são uma grande preocupação para os criadores desta raça. O criador poderá responder ás suas perguntas e proporcionar-lhe certificados que assegurem que os antepassados do cachorro estão livres destas patologias, mas todos estes certificados e precauções podem não garantir e evitar que o cachorro não herdará estes problemas. O risco de herança é diminuído com cada geração sucessiva de pais isentos das mesmas.

Cataratas

Uma catarata que acontece na parte posterior da lente é prevalecente no Alaskan Malamute. Esta catarata está normalmente presente aos 1-2 anos de idade e é identificada então como uma " catarata juvenil ". Embora este tipo de catarata raramente leve á cegueira, os oftalmologistas veterinários recomendam que animais portadores desta deficiência não sejam usados para reprodução. Para reduzir as doenças de olhos do Alaskan Malamute, os criadores devem fazer um exame veterinário, devidamente certificado, aos olhos dos seus exemplares. Os sintomas mais frequentes das cataratas são uma turvação leitosa ou tons de madrepérola do cristalino, pupila dilatada e lacrimejamento. A maior parte dos casos de cataratas são congénitos mas também podem ser consequências de outras doenças oftálmicas, como a atrofia da retina ou o prolapso do cristalino, assim como os diabetes.

As cataratas podem resultar em cegueira.

Chondrodysplasia (ChD)

Chondrodysplasia é uma desordem genética no Alaskan Malamute que se manifesta enquanto cachorro, nascendo já com sintomas da doença os quais provocam grandes alterações no esqueleto, principalmente nas patas da frente. Estas adquirem uma forma característica: ossos largos recortados, aumento do tamanho das articulações, com o desvio lateral da pata. O cachorro afectado pela doença diferencia-se do resto da ninhada pela altura e pela forma de andar que lhe confere um andar anormal.

Hipotiroidismo

Esta doença apresenta sinais clínicos muito variados, a perda simétrica do pelo com escurecimento da pele, afectando os flancos, cauda, quartos traseiros e nariz. Escamação intensa da pele e hiperprodução sebácea, a pele é fria, mole, e seca ao tacto. Abatimento, letargia, hipotermia, aumento do apetite, obesidade e indolência. Geralmente o problema é genético mas pode ser, também, o resultado de inflamações, lesões ou tumores na glândula. O hipotiroidismo está na origem do nanismo e atrofia. Os cães afectados por esta doença, geralmente, morrem cedo.

Além das doenças a cima descritas, como qualquer raça de grande porte, o Alaskan Malamute é também afectado pela Displasia da Anca ou do Cotovelo. No entanto, os esforços desenvolvidos, por criadores responsáveis, tem reduzido positivamente o numero de casos de displasia.